VENDAVAL
VENDAVAL Guardei, um dia, folhas e caneta: à Poesia deixei de dar ouvidos. Eu me fingi de mouco: ela é indiscreta! Cansei dos seus delírios doloridos. (O amor parece enredo de opereta: a gente até sorri dos seus ruídos...) Guardei os sentimentos na gaveta e os meus sonhos no sótão, esquecidos. Mas tu surgiste... bagunçando tudo... causando no ex-poeta carrancudo uma revolução inesperada...! És um maravilhoso vendaval, mostrando para mim que não é mau a vida ser um pouco bagunçada... (25.04.2024)