Eu era um poeta de classe média baixa, com modesto patrimônio de uns poeminhas guardados... Mas você surgiu e eu comecei a acumular versos, a empilhar poemas numa caixa forte íntima. Me tornei um Tio Patinhas excêntrico: Meus poemas preferidos, minhas moedas da sorte, são os que escrevi pra você... Por sua causa me tornei um multimilionário acumulador de versos... No mundo real, meus versos não compram nada. No máximo, talvez, a simpatia daqueles com quem eu me comunico... Por ser até que haja alguém que desdenhe do que escrevo me julgando piegas ou cafona... Não faz mal. Sou um milionário dessa cidade mágica que tenho aqui dentro e chamo de "Poemópolis"...