DESENCANTO

Tanto sonhei com a Felicidade,
que não notei que perseguia o vento...
Não percebi... passou a mocidade,
e nunca eu alcancei o meu intento...
 
Perceberá algum leitor atento
que não digo nenhuma novidade...
No entanto, este poema - tão cinzento -
nada mais é que a face da verdade...
 
Há algo a mais que um fútil ritual,
tarefa inútil que se leva a cabo?
A vida é apenas um lugar-comum...
 
É a tentativa tola e irracional
de um cão que corre atrás do próprio rabo,
sem alcançar jamais lugar algum...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A DERRADEIRA MUSA

SINFONIA INACABADA

O DESFIBRILADOR