CÂNTICO
Se eu te escrever um
verso do teu gosto,
(uma trova... um soneto... uma balada...)
um verso com olor de madrugada,
ele será carícia no teu rosto...
Meu verso externará, voz
sussurrada,
o que hoje calo, pra não ser exposto...
E, então, rompendo o meu silêncio imposto,
eu vou seguir, cantando pela estrada...
Não sei se notarás que
sou romântico
e o que te escrevo é, na verdade, um cântico
de amor inconfessável e fecundo...
Não correspondes, mas não
me quebranto:
Estes poemas que eu te escrevo tanto
serão minhas pegadas neste mundo...
(uma trova... um soneto... uma balada...)
um verso com olor de madrugada,
ele será carícia no teu rosto...
o que hoje calo, pra não ser exposto...
E, então, rompendo o meu silêncio imposto,
eu vou seguir, cantando pela estrada...
e o que te escrevo é, na verdade, um cântico
de amor inconfessável e fecundo...
Estes poemas que eu te escrevo tanto
serão minhas pegadas neste mundo...
08.04.2026
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