NO ATELIER DO SILÊNCIO
Ante o olhar de sua Musa,
cala-se a voz do poeta...
As palavras, normalmente
serelepes no papel,
pegam o caminho errado...
param na margens dos olhos...
Com medo de tropeçar
e de despencar no chão,
as palavras se refreiam
e não conseguem sair...
O poeta volta à oficina,
ao atelier do silêncio,
à rotina de seus versos
que a Musa nem imagina
nascerem às madrugadas...
25.04.2026
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