O BALÉ

Há um teatro invisível
na penumbra do meu quarto,
onde um balé das palavras
acontece para mim...
As palavras-bailarinas
fazem suas piruetas
num frenesi incansável...
 
Mas eu não fico impassível:
Por alguns breves instantes,
me desintegro no ar...
e, num místico volteio,
esse balé das palavras
me envolve nos seus compassos...
E, então, unido à Poesia,
numa tessitura mística,
vou tecendo a partitura...
O poema fica pronto...
E, ao final, eu volto a mim...

11.04.1977

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